A partir da qual índice UV (ultravioleta) devemos nos proteger da radiação solar?

Consulte o índice UV antes de sair de casa

 

Autora: Estela Maia Bellini Pannuti

 

O índice UV (IUV) é um indicador da intensidade que a radiação solar ultravioleta (UV) atinge a superfície terrestre e induz o aparecimento de eritema na pele (vermelhidão). O objetivo do índice UV é servir de guia para saber quais devem ser as precauções e medidas de proteção que devem ser conhecidas antes de se expor ao sol.

O IUV é uma escala de valores numéricos simples recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).  É uma tabela de valores inteiros, onde zero é o menor valor enquanto o maior valor é geralmente representado pelo símbolo 11+. No entanto, é importante enfatizar que não há limite superior. Quanto maior o valor, maior o potencial de danos solares na pele e nos olhos.

A escala IUV e as recomendações gerais da OMS para foto proteção são mostradas na figura abaixo.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), verificou que o IUV é alto na maior parte do território brasileiro devido a sua posição geográfica. A região norte do país possui condições extremas ao longo do ano todo, variando em média de 9 a 13. Já na região sul, esse índice tem uma maior variabilidade de acordo com a época do ano: são valores mais baixos no inverno (IUV 3) e mais altos no verão (IUV 13).

Como mostra a figura abaixo, o índice UV era 12 na cidade de São Paulo às 14:30 horas do dia 01/11/2019.

 

Essa escala foi padronizada em 1994 pela OMS e introduzida na Austrália em 1996 para facilitar a conscientização do público. Ela pode ser medida por métodos mecânicos ou modelos computacionais.

As variáveis que influenciam o cálculo ou a medição do índice UV são:

  • o conteúdo total de ozônio da atmosfera; 
  • a posição geográfica da localização: quanto mais próximo da linha do Equador, maior o IUV; 
  • a altitude da superfície: em grandes altitudes, é observado um IUV mais alto; 
  • a hora do dia: a maior parte da radiação solar ultravioleta que atinge a superfície em horários próximos ao meio-dia solar; 
  • estação do ano: o IUV aumenta no verão e diminui no inverno; 
  • condições atmosféricas: os IUV são geralmente mais altos em dias de céu sem nuvens; 
  • tipo de superfície.

O uso dessa escala é uma ferramenta importante para orientar a população quanto aos riscos de exposição solar excessiva. É especialmente útil para grupos que são mais vulneráveis aos efeitos prejudiciais da radiação solar ultravioleta, como pessoas com fototipos baixos (peles muito claras, sensíveis ao sol e que se queimam com mais facilidade), crianças, idosos e pessoas com histórico de grande exposição solar cumulativa e / ou câncer de pele, etc.

Índices baixos de UV geralmente ocorrem em momentos próximos ao amanhecer e ao pôr do sol, além de momentos em que uma grande massa de nuvens densas cobre o céu. No entanto, é sempre muito importante ser extremamente cuidadoso na avaliação de IUV quando há nuvens, pois a nebulosidade pode não atenuar significativamente a UVR ou até intensificar os níveis de radiação em curtos períodos de tempo. Deve-se lembrar que a OMS recomenda medidas de proteção solar quando os valores de IUV estão acima de 3.

O IUV é facilmente obtido em centros meteorológicos, por exemplo: Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos – CPTEC, que pode ser consultado pelo site www.cptec.inpe.br. Nessa consulta, a pessoa estará bem informada sobre a previsão do tempo e índice UV.

 

Para saber mais:

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/oncologia/index.php?p=6076

http://tempo1.cptec.inpe.br/

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/oncologia/index.php?p=6076

Corrêa MP, Dubuisson P, Plana-Fattori A. An overview of the ultraviolet index and the skin cancer cases in Brazil. Photochem Photobiol. 2003 Jul;78(1):49-54.

Brazilian consensus on photoprotection. Schalka S, Steiner D, Ravelli FN, Steiner T, Terena AC, Marçon CR, Ayres EL, Addor FA, Miot HA, Ponzio H, Duarte I, Neffá J, Cunha JA, Boza JC, Samorano Lde P, Corrêa Mde P, Maia M, Nasser N, Leite OM, Lopes OS, Oliveira PD, Meyer RL, Cestari T, Reis VM, Rego VR; Brazilian Society of Dermatology. An Bras Dermatol. 2014 Nov-Dec;89(6 Suppl 1):1-74. doi: 10.1590/abd1806-4841.20143971.


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